Em algum momento do passado, quando eu tinha meus 10, 11 anos estava passando minhas férias no interior. Meus pais ficavam na casa de meus avós enquanto eu ficava na casa de meus tios e meus primos mais velhos. 

Eu gostava de vê-los, fazia atividades que não fazia na cidade. Andava de cavalo, ia pro boteco jogar bilhar (!), ia jogar futebol com muitas pessoas. 

Em uma ocasião o pessoal da cidade estava fazendo uma festinha de fim de ano. Como meus tios e primos estavam presentes, eu também estava. 

Estávamos em uma espécie de clube, os adultos nos preparativos e as crianças jogando bola, correndo e tal. Em algum momento, já de noite, as crianças todas decidiram sair em bando da quadra para a sede. 

Para não ficar para trás, eu me desesperei e também saí correndo. Sabe se lá o porquê, o besta aqui foi correr por um trecho no mato ao invés de correr pela estrada de terra. Para completar, havia um bueiro sem tampa neste local. Do que me recordo eu caí direto pelo buraco, bati o estômago muito forte e caí de bunda na água. 

Tive sorte de que algumas crianças escutaram o barulho. Fui resgatado pelo meu tio logo em seguida. Ele entrou pelo bueiro, pisou em uma viga de concreto (onde eu bati com a barriga) e esticou o braço para me pegar. 

Disseram que quando chove a galeria que eu estava enchia mais alto que a viga, que eu seria arrastado até o rio.  

Foi uma experiência que eu gostaria muito de esquecer, uma pena que ninguém da cidade se esquece disso. Sempre que visito, tenho que ouvir a história do menino do bueiro. 

Beijos e abraços 

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s